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CNI indica que Novo PAC concluiu 25% das obras previstas

Estudo apontou a finalização de 9,7 mil projetos do programa até abril de 2026 e alertou sobre o déficit histórico de investimentos em infraestrutura no Brasil.

CNI indica que Novo PAC concluiu 25% das obras previstas no período entre 2023 e 2030 até abril de 2026. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou o levantamento nesta quinta-feira (5) com base em dados da Casa Civil. O indicador corresponde a 9.742 empreendimentos finalizados entre os cerca de 38,6 mil projetos integrantes do programa de investimentos do governo federal.

O programa prevê a aplicação total de R$ 1,8 trilhão em investimentos públicos e privados. As verbas englobam os setores de transportes, energia, saneamento, saúde, educação e conectividade em todas as regiões brasileiras. Do montante global estabelecido, o planejamento prevê a alocação de R$ 1,3 trilhão até o fim de 2026. Em contrapartida, os R$ 500 bilhões restantes destinam-se ao período posterior.

Nesse sentido, a taxa de conclusão dos projetos varia de acordo com cada eixo de atuação. Os empreendimentos da área de transição e segurança energética registram o maior índice de execução, com 56% de obras concluídas. O setor de inovação para a indústria da defesa contabiliza 50% de conclusão. Já o segmento de educação, ciência e tecnologia apresenta um percentual de 30%.

Paralelamente, o eixo de transporte eficiente e sustentável atingiu 29% de finalização. Os projetos voltados ao setor de saúde somam 21% de conclusão no mesmo período consultado. A área de cidades sustentáveis e resilientes atinge 14% de execução. O menor índice refere-se à infraestrutura social e inclusiva, com 7% dos empreendimentos finalizados até a apuração dos dados.

Gargalos orçamentários e déficit em infraestrutura

A entidade patronal ponderou que os números não significam necessariamente que os projetos restantes estejam atrasados ou paralisados. Assim, as previsões de execução estendem-se até o ano de 2030 no cronograma original do programa. Diante dos dados apresentados, a reportagem solicitou atualizações oficiais sobre o andamento das obras e o montante aplicado junto à Casa Civil. O espaço permanece aberto para manifestação da pasta.

Além da retenção nas entregas, o estudo da CNI aponta um déficit histórico na infraestrutura nacional. O Brasil destina anualmente entre 1,9% e 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) ao setor. Contudo, estimativas da consultoria Inter.B indicam a necessidade de investir aproximadamente 4,7% do PIB ao ano durante duas décadas para modernizar o segmento.

De acordo com o levantamento da entidade, o desgaste anual da infraestrutura consome o equivalente a 1,4% do PIB. Essa depreciação reduz a parcela de recursos disponível para ampliações no país. O especialista em Infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, destacou a relevância dos aportes estatais. “A gente sempre ressalta e diz da importância desse investimento público”, pontuou o especialista.

Ramon Cunha apontou a necessidade de alocar verbas orçamentárias estatais no setor de forma prioritária. “É importante também que a gente possa pensar em mecanismos de como atribuir cada vez mais uma parcela desse orçamento público para o investimento em infraestrutura. Lembrando que esses investimentos não são substitutos”, afirmou Cunha.

Dessa forma, a indústria defende a ampliação das parcerias entre o setor público e a iniciativa privada no mercado brasileiro. A urgência de ampliação dos aportes reflete-se no balanço em que a CNI indica que Novo PAC concluiu 25% das obras previstas.

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